segunda-feira, 22 de junho de 2009

...

Quando cismo com uma música ouço até não aguentar mais. É o caso dessa que agora toca aqui no note. Grande Sheryl! E olha que a tradução apesar de bonita, não levaria ao pé da letra. Não pra agora. Mas a canção, ritmo e voz me soa muito bem.

Ainda tentando abstrair a inconveniência. Não sei porque não simplifico algumas coisas, do tipo: "Fui inconveniente, e daí?"... Seria tão mais leve. Ao invés disso fico martelando: "Droga, fui inconveniente". E ainda fico sem graça (chatice a mostra). Esse é o lado ruim de sermos nosso próprio general! Já tentei mudar isso algumas vezes, mas sempre me pego desistindo no meio do caminho. Taí. Bela lição pra próxima semana. Minha terapeuta ficará feliz em saber que estou disposta! =)

Pra completar tudo, descobri que perdi alguns words importantes do meu antigo pc que eu tinha certeza (achava) que tinha salvado antes de formatar. =/

Tentando me adoçar... Argh!!

...

domingo, 21 de junho de 2009

...

Ouvindo Sheryl Crow bem alto. Tentando abstrair a inconveniência. Escrevendo coisas que acredito, não postarei.

Bem azeda.

...

domingo, 14 de junho de 2009

.Meio.

Olho no espelho. Meus traços estão desfocados, a solidão que me cerca tirou minha identidade. Não sei quem está do outro lado, repetindo meus movimentos, seguindo meus olhares. Não gosto do vazio que reconheço por trás da face que me observa. É um vão incompleto. Sei a origem, mas não sei como me despedir dele. Há algo perdido ali, mas não identifico. Ou identifico e me perco na impotência da informação. Sinto-me acorrentada cada vez que busco um novo atalho. Não há começo, mas há fim. Ora me faz bem ser só, ora me sufoca. A possibilidade de me conformar com isso não me faz sorrir. Minha memória vive de lembranças infundadas alimentando o desconhecido do outro lado do vidro. A minha alma está sem encaixe, desposicionada dentro do corpo que carrego e, por incrível que pareça, isso não me pesa, pois não sinto. Onde está o eu que habita meu corpo e que idealizo cada vez que penso em mim? Busco, reflito, tento encontrar. Estendo minhas mãos a as vejo estendidas a mim, mas não consigo tocá-las. Concluo: estou partida.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

De tanto não poder mais ter saudade de tudo o que já tive e já perdi...

Ontem, no fim da tarde, voltei para minha mesa do trabalho com um copo de café quentinho na mão para ver se enganava o frio de São Paulo. Sentei diante do note e fui atualizar meus e-mails no Outlook, quando me deparei com um recém-chegado da Luna e quase cuspi o que bebia de susto ou surpresa, não sei ao certo. Com apenas uma linha ela quebrou o silêncio absoluto estabelecido entre nós há mais de um mês e que eu não tinha mais esperança de que se quebrasse. “To morrendo de saudade :( ”

Parada, segurando o café, reli por alguns segundos. "Eu também", pensei. Apenas pensei. E guardei o pensamento. Tenho certeza que ela me acharia covarde e gritaria a minha “covardia” no meu ouvido, mas... Não podia responder. Não podia e me revolta sentir refém de situações absurdas.

Lembrei de Claudete, a taróloga que abriu o baralho para mim há meses atrás. “Aqui aparece muito você clamando por justiça”. Sim, ela tinha razão.

Saí da empresa pouco depois do horário e ao descer do elevador, ignorei a garoa gelada do lado de fora e fui andando até o ponto de ônibus (eu não ando de guarda-chuva). Cheguei e cinco minutos depois uma chuva forte começou a cair. Detalhe, o ponto não era coberto e eu não fiz o menor movimento para atravessar a rua e ficar debaixo de algum lugar. Fiquei ali, com o mp4 no ouvido, a chuva no meu rosto, o frio na minha pele e a cabeça rodando. Naquele momento, meu mundo era particular e todo o cenário figuração.

De um lado, Luna, o e-mail daquela tarde, tudo o que fez por mim sem ao menos saber que fazia, a ausência de noção e crença por parte dela do que representa pra mim, do quanto importa, o “inferno personificado” que a cerca, a quantidade de vezes que a avisei em vão, que tentei protegê-la nas limitações que se apresentavam, o quanto era nítido o que ela sentia por mim e o quanto soa como louca (para terceiros) toda a história que fizemos parte. Do outro, Thais, um sentimento (unilateral), uma relação, a falta de compreensão do que ainda me prende, a facilidade que tenho hoje de dizer isso a ela.

Há algum tempo decidi me poupar da obrigação de concluir coisas, mas ontem bem que tentei. Não cheguei a lugar algum. Grande novidade.

Às vezes temos a sensação de que não sabemos onde estamos, mesmo estando conosco todos os dias. As cores se desposicionam, a energia não é contínua, os atalhos se sobrepõem, o caminho não é claro e as placas que nos direcionam são ilegíveis. Diante de tudo isso, nada parece no lugar e ajeitar as coisas pra sentir que a vida flui soa improvável.

Uma hora depois meu ônibus passou.

Desejei que meu coração fosse gelado. Gelado como a água que enxarcava minha roupa.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O Doce Peso do meu Ser

Bom, esse deve ser o meu quinto ou sexto blog. Já tive vários, já recomecei várias vezes, sempre com um intuito de fazer diferente, de iniciar uma nova fase como se não fosse possível estampar todas elas numa página só como qualquer pessoa normal faz. Não exclui nenhum deles depois que os abandonei, acredito que tenham sua verdade nas linhas que lhe deram vida nas datas que ali se encontram. O único que mantenho e atualizo, às vezes, é um que diz respeito privada e exclusivamente ao meu coração, que por sinal tenho que dizer que penso em matricular no maternal!

Eu sou assim, como dizer... meio melancólica, meio debochada, meio sagaz, meio sensata, meio dramática, meio chorona e mais uma lista de meios que talvez devessem ser totais, mas me assumo completamente apaixonada e intensa. Ta aí um total que ainda não aprendi a partir, mas muitas vezes deveria, eu sei.

Já conjuguei o verbo amar em todos os tempos.

Não gosto de balada, não como cebola, não tomo suco de caju ou manga e desde o dia que eu decidi que seria 0% gordura trans (ou um pouco antes) eu realmente emagreci consideravelmente. Yes! ;)

Sou atriz, quero estudar tecnologia (plano B) e faço terapia (essencial).

Viciada em Coca-Zero (vício herdado), adoro dormir, amo viajar (qualquer lugar) e tenho sonhos secretos com a Ana Carolina! (Não, a torcida do flamengo não me acompanha nesses devaneios).

Ainda irei para Grécia, Machu Picchu e Amsterdã. Terei três filhos e um deles é como se misteriosamente eu soubesse exatamente como será.

Eu acordo de mau humor quando me acordam, eu sou incisiva quando me irritam, sou dramática quando algo me afeta e estou falando tudo isso sem ao menos saber quem passará por aqui. Acho que a ausência de um Orkut na minha vida está me fazendo confundir os contextos. =)

Gostaria de ser um pouco mais misteriosa (acho charmoso), mas transparência rege os meus passos.

Tenho minhas qualidades, mas também carrego uma bula de defeitos, como por exemplo: Sou chata. Não, eu não sou chatinha. Sou chata de verdade, mestrada.

Falo a beça (ok, já deu pra perceber), mas também adoro e preciso do meu silêncio (não parece, mas ele quase sempre acontece).

A minha complexidade está perdida na simplicidade que carrega, mas minha alma é muito maior que tudo isso.

Seja bem-vindo!