domingo, 27 de dezembro de 2009

... Já que não posso dizer, só resta escrever...

A voz que amou, que brigou, que acalmou, que questionou, xingou, se alterou, cantou, dedicou, presenteou, magoou, fez sorrir.... Que errou comigo, que viu meus erros. Aquela dos maiores desencontros. Aquela que em grande parte do tempo mais parecia anjo do que gente.

Ela silenciou.

Meus olhos molham minha face, mas sei que de certa forma, da maneira dela, se despediu de mim. Eu gostaria de escrever muita coisa a respeito, mas não me sinto capaz. Saber que nunca tocarei aquela em que mais toquei, me deixa sem norte. E mesmo que ninguém entenda, nem ela talvez, onde quer que esteja, só me dói. Muito.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

.::André::.


Há alguns meses me tocou pela primeira vez. Hoje, acredito ter sido uma re-apresentação. Falou comigo, se fez entender. Ativou lembranças, mas ainda desconheço a origem das coisas. Talvez eu nunca saiba, talvez ele tenha voltado outras vezes pra me ajudar a lembrar, mas a verdade é que tem feito dos meus sonhos seus passeios noturnos e isso me intriga.

Me mostra uma família, uma mulher, sempre as mesmas pessoas. Me aponta, me chama, a nomenclatura é individual e clara. É sempre o mesmo ciclo: esqueço, durmo, vejo, acordo, lembro, sinto, esfumaçam-se as lembranças. Tempos depois, oras meses, oras dias: durmo, vejo, lembro, acordo, recordo, sinto, esfumaçam-se as lembranças.

O primeiro intervalo foi mais longo. O segundo nem tanto. E agora, menos de uma semana depois ele reapareceu.

É um sonho, tento me convencer de que um sonho, mas... Ele tem vida. Seu olhar me traz paz interior, é terno. Não o conheço de fato e tenho afeto por ele. Não vive comigo, mas é exatamente assim que o sinto nas madrugadas em que me visita. Não sei de onde ele vem e tenho vontade de busca-lo. Sinto que, de alguma maneira, um dia eu soube pra onde ele foi, quando partiu, me viu partir ou cortou laços comigo.

Hoje ele me visitou novamente, e resolvi escrever sobre ele.

É lindo, é fofo demais.

André: Tão pequeno, tão doce, tão meu. Mesmo sem nunca ter sido. Mesmo deixando claro no olhar o quanto foi. Ou será.