quarta-feira, 18 de agosto de 2010

.::Violão::.



Hoje fiz minha primeira aula de violão. Introdução e... Jesus, nunca achei que fosse tão difícil..hahaha... To aprendendo a primeira nota, o pai da Nath me passou três notas, explicou o posicionamento dos dedos e pediu pra eu treinar. Quando tiver ok nessas três (Dó's) ele passará mais algumas e aí posso começar a tentar treinar músicas simples. 

O problema é que eu treino 5 minutos e meus dedos parecem que vão cair...hahahha... Não tenho força pra apertar três cordas ao mesmo tempo.... Dói. Coordenação então.... rsss... E isso porque estou tentando só a primeira. Ainda nem comecei a tentar a segunda e a terceira, ou seja, daqui um ano mais ou menos talvez eu esteja fera... nos dó's....hahahha... Quem sabe na próxima encarnação eu consiga tocar um terço do que a Ana toca....rsss

Ele disse que é normal achar impossível no início, que é uma questão de treino mesmo... e perseverança.... e jeito...

Vou treinar. Vou porque sempre tive vontade de tocar e ao invés de ficar de bobeira vou me ocupar com isso. Virou desafio... =) 



domingo, 15 de agosto de 2010

"...Se o que foi vivido foi de verdade, então É verdade..."


Você disse que eu não conseguia escrever sobre você. É verdade. Há muito tempo sinto meu bloqueio quanto a isso. Não por falta de vontade ou do que dizer, simplesmente pela falta de algo concreto que, não importa quantas vezes eu tenha exposto minha necessidade, nunca se deu.

Depois do que aconteceu ontem eu resolvi tentar quebrar esse muro que se estabeleceu entre a tela do pc e eu e aqui estou. Engraçado como quando a gente lê algo a gente pode imaginar um tom completamente diferente do que o que realmente era a intenção. Biachi me disse que o tom que eu imaginei nada tinha a ver com a cena que ela visualizou sobre você e isso me deixou mais tranquila. De qualquer forma ainda não consegui imaginar felicidade escondida nas palavras que você expos. Tranquilidade talvez, mas felicidade mesmo não. Talvez eu esteja errada, tomara que eu esteja mesmo.

Eu queria ter falado mais, eu queria ter lido mais, mas a interrupção, no fundo, creio ter sido necessária. Nos conhecemos o suficiente pra saber que uma conversa realmente resolutiva ou apaziguadora demoraria uma eternidade pra acabar e nesse momento, não temos a eternidade, não é?

Pude ver que a mesma quantidade de perguntas que silenciaram em mim quando soube da sua partida, partiram com você. Percebi que da mesma forma que tenho muito a te dizer, você partiu tendo muito o que me dizer também. Isso fica na minha cabeça, assumo. E sei que nunca vou perder o desejo de resolução, de esclarecimentos, de poder sentar diante de você e colocar tudo pra fora, depois ouvir você despejar tudo que está guardado aí dentro para, aí sim, considerar que as coisas estão zeradas e que cabe a nós identificar o sentimento que a resolução nos trouxe para decidirmos o que fazer futuramente.

Não estou fazendo rascunho desse texto, estou escrevendo e vou publicar conforme me vem a cabeça, sem pré leituras.

Vai ser difícil, bem difícil lutar contra o tempo, verdade. Todo mundo sabe, inclusive você, que não sou nem um pouco doutrinada para a espera, mas não tem jeito. Pelo menos nesse momento.

Vou tentar, por mais difícil que seja, seguir a orientação que recebi de deixar isso quietinho. Não é fácil, acredite. Não mesmo. Sou consumida pela dúvida, mas até ela vou tentar guardar na minha caixa de recordações para conseguir viver o que a vida me reserva.

Gostaria de deixar claro (aliás, você escuta quando escrevo, né?) que isso nada tem a ver com esquecimento. Nada mesmo. Tem a ver com força e energia, que me são necessárias enquanto eu estiver por aqui. Você deve entender melhor que eu sobre o assunto.

Gostaria de te dizer muitas, muitas coisas mesmo. Há muito sobre tudo isso, sobre tudo o que passamos e sobre o que não passamos também preso na minha gargante, preso na minha cabeça e no meu coração, mas, por mais que eu saiba que você provavelmente escuta de verdade, eu não quero falar "sozinha". Não irá me aliviar, nem me fazer sentir melhor, entende?

As minhas palavras não morrerão, permanecerão comigo até o dia em que o reencontro seja permitido, aqui ou aí, e eu possa despejá-las sentindo uma paz que tenho certeza que sentirei quando isso acontecer.

Muitas delas você já conhece. Outras creio que se engane com as próprias conclusões. Sim, eu continuo não concordando com o jeito que você conclui sozinha certas coisas, mas, natural vindo da gente, né? rss... Quando foi que concordamos plenamente com alguma coisa? =)

Eu sei que nunca consegui ser o que você esperava e gostaria que eu fosse. Nunca consegui sentir as coisas do jeito que você esperava e gostaria que eu sentisse. Mas isso não significa que eu não tenha sentido. Isso não anula tudo o que você anula, sabe? Eu sempre fui sincera com você, sempre. Em tudo. No que diz respeito a minhas dúvidas, as minhas vontades, sentimentos, aos meus anseios, as minhas crenças e todo o resto.

Lembro que uma vez eu te disse que eu podia fazer tudo certo todos os dias, tudo perfeitamente certinho, mas se em determinado momento eu fizesse, nem que fosse por um minuto apenas, algo que você discordasse, pronto, esse minuto de erro se tornaria maior e mais relevante do que todas as horas de acertos. E na época não sei se por raiva ou realmente por sinceridade você me respondeu: "é isso mesmo Thais".

Bom, não ia falar e já estou falando...

O que eu realmente queria que você ouvisse é que leve o tempo que levar ainda teremos a conversa tão desejada e tão necessária. Leve o tempo que levar, sentaremos uma diante da outra e colocaremos todos os pontos nos is. Você os seus, eu os meus. As suas dúvidas, as minhas dúvidas, serão todas esclarecidas. Todas as perguntas, todas as mágoas, tudo.

De alguma maneira, deve ter sido necessário que tudo tenha acontecido como aconteceu, e que tudo seja como é agora. Inclusive as coisas que eu não julgo como boas, inclusive as coisas que você julga ou julgava como desnecessárias. Inclusive o que não desejávamos que fosse como foi. Um dia eu entenderei. Nós entenderemos.

Os erros não foram só meus, as mágoas não são só suas e não sei se você carrega alguma culpa nos ombros como eu, porque não sei como é exatamente sua vida hoje, mas, se carrega, se liberte. Tire o peso dos seus ombros. É o que farei de hoje em diante. Dissolveremos toda nossa carga quando pudermos fazer isso.

Nunca me esquecerei de você. Assim como já disse pra todas as pessoas que conheço, reforço aos seus ouvidos o que poucas vezes você pareceu acreditar: és a pessoa mais especial que eu já conheci.

Enfim...

Por ora, eu te perdoo pelas suas falhas comigo, conosco. Sinceramente. E te peço perdão, mais sinceramente ainda, por todas as minhas contigo, com a gente.

Preciso parar porque senão vou chorar.

Fica bem. Sempre.

sábado, 14 de agosto de 2010

.::Contato::.


Mentora,

Aina não achei um nome que combinasse com você e não sei como se chama, mas milagrosamente depois que falou comigo ontem uma onda de alívio me acometeu. Chorei antes de dormir falando com você, mas não foram lagrimas de dor. Não mesmo.

Minha cabeça ainda não está nem perto da organização que tenho buscado desde aquele momento, mas vou chegar lá. Sei que vou.

Tenho muitas perguntas pra tudo, pra vida, você sabe. Ontem senti que a sua chegada foi na verdade um ato de interrupção a um contato que poderia ser um dano emocional, apesar de muito desejado por mim. De qualquer forma acho que entendi que a resolução não se dará agora e que terei que aprender a respeitar o tempo, não é?

Cheguei até a escrever algo que não enviei, mas... Se ela precisar de ajuda, por favor, ajude, ok?

Obrigada por tudo e esteja sempre ao meu lado. Talvez um dia eu possa vê-la.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Não sei lidar com as minhas pausas, definitivamente. Elas me assustam de uma maneira que minha irritação passa a ganhar mais espaço do que devia. É quase insuportável meu silêncio, meu contato com os intervalos. Meus intervalos. Longos. Enlouquecedor.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

.::Recomeço::.


Há uma semana me mudei pro Rio de Janeiro. Estou morando na casa de uma amiga até conseguir me estabilizar aqui e arrumar um lugar pra mim. Nao foi fácil deixar tudo pra trás, mas por outro lado fico feliz de saber que finalmente consegui dar o passo mais desejado da minha vida.

Logo que cheguei fui a Vitoria pra resolver outras questoes e só hoje me instalei finalmente aqui. Tirei o dia pra mandar emails, aqueles que a gente todo dia deixa pro dia seguinte, sabe? Fiz contato com todo mundo e agora só preciso organizar minhas coisas, contas e dar uma olhada nas vagas de emprego.

Tudo está caminhando e esse é meu divisor de águas.

Minha vida está recomeçando, em todos os sentidos. Tudo zerado, me sinto pronta para pontuar e alavancar o placar novamente!

Chego na cidade que tanto amo sem nenhuma certeza, mas cheia de esperança na mochila. Estou traçando um novo caminho. Meu. =)